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Geração Z no mercado de trabalho

Atualizado: Fev 5

Não faz muito tempo que o mundo corporativo precisou aprender a conhecer e se relacionar com os millenials. Podemos dizer que não foi uma tarefa fácil descobrir o que inspira e atrai esta geração de profissionais. Mas o tempo passa rápido e já é hora de falarmos da geração seguinte, a geração Z. Nascidos entre meados da década de 1990 e o início de 2010, cresceram em um período marcado pelo rápido desenvolvimento tecnológico, produzindo novidades que se tornam cada vez mais acessíveis para a população. Seus representantes compõem 25% da população, um grupo maior do que os da geração millenial ou dos baby boomers.


Especialistas em recursos humanos indicam que a geração Z se relaciona com o trabalho de uma maneira bem diferente de como, em geral, as gerações anteriores têm lidado com essa área. A geração Z ainda está emergindo como um perfil demográfico, mas as empresas já estão se perguntando sobre esse grupo, o que podem esperar e como melhor se preparar para esta geração. Aqui estão algumas observações sobre essa geração e como esta pode influenciar o local de trabalho.


Preferência por trabalhar sozinho

Há sinais crescentes de que a geração Z é mais feliz trabalhando sozinha do que como parte de um grupo. Isso não quer dizer que estes jovens não sejam colaborativos ou não posam trabalhar em grupo - eles são e podem. Mas eles valorizam receber o devido crédito pelo seu trabalho e esperam ser recompensados por suas conquistas individuais. Desta forma, as empresas precisarão continuar a fornecer várias configurações de trabalho, tanto para escritórios privados quanto para espaços colaborativos. Ao que parece, o ambiente de trabalho ideal para esta geração é uma mistura de serviços colaborativos e de suporte.


Visão mais ampla

Empresas que já vem se dedicando a conhecer e entender melhor a geração Z apontam que um dos fatores que mais atrai estes jovens é enxergar como sua função poderá afetar a equipe e os negócios como um todo. Uma dica para as empresas é criar uma descrição para cada função que detalha o que estes profissionais podem esperar desenvolver ao longo do tempo.


Necessidade de desenvolver habilidades sociais

A Geração Z cresceu usando as mensagens de texto como forma principal de comunicação. No ambiente de trabalho, no entanto, precisarão usar mais abordagens “cara a cara". Para facilitar esta adaptação, pode ser interessante para as empresas selecionar mentores, ou seja, profissionais que já tenham alguns anos de empresa e conheçam sua cultura. Esta ação pode ajudar aos profissionais da geração Z e se ajustar e aprender a navegar em seu novo ambiente de trabalho.


Imediatismo

Imersos desde cedo em um mundo tecnológico em que a comunicação a distância se dá em tempo real, por meio de diferentes recursos, a geração Z tende a trabalhar em um ritmo bem mais acelerado, sendo rápida no exercício de suas funções profissionais. Por outro lado, está rapidez também pode gerar posturas imediatistas e impacientes, levando a uma maior rotatividade de profissionais. Algo que pode melhorar esse cenário é a adoção do trabalho com equipes temporárias para a realização de projetos pontuais.

Os jovens da geração Z ainda estão iniciando sua caminhada pelo mundo profissional, mas o mercado precisa desde já se preparar para recebê-los. É importante que sejam criados novos modelos de liderança, bem como estratégias motivacionais, como a formação de equipes temporárias e o estabelecimento de metas a curto prazo por exemplo.


Outra iniciativa fundamental diz respeito à implementação de programas que sejam capazes de atrair e levar os talentos da geração Z a permanecerem na empresa. Possivelmente, apenas salários atrativos e planos de carreira promissores não sejam suficientes ou tão empolgantes para este grupo. Um caminho pode ser definir intervalos menores entre um degrau e outro. Assim é possível se mover mais rapidamente na empresa, crescendo sempre.


Imagem Freepik

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